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Escassez de profissionais de TI: 5 Boas Alternativas

Updated: 3 days ago

Há muito tempo se ouve a história de que existe uma escassez de profissionais de TI no mercado de trabalho. Fala-se também que tal escassez não é motivada pela falta de capital humano, mas sim pela falta de profissionais qualificados, ou seja, o problema teria uma raiz educacional.


Esse artigo foi escrito tanto para empresas de TI e recrutadores especializados no assunto, os chamados Tech Recruiters, como para os profissionais da área e aqueles estudantes que almejam iniciar uma carreira tecnológica.


Durante a leitura, você vai conhecer as 5 boas alternativas para driblar a escassez de profissionais de TI. Em outras palavras, se essa ainda é uma realidade que se impõe de maneira acintosa, o melhor que se pode fazer é possuir formas de minimizar os danos.

Portanto, se você se encontra em uma das categorias descritas acima, leia até o final.

Vem comigo!

 

Busque talentos já empregados


Se você é Tech Recruiter ou headhunter, precisa aprender a buscar talentos não apenas que estejam disponíveis para contratação, mas também aqueles que já estão empregados, mas talvez ansiosos por uma nova oportunidade com benefícios mais alinhados a suas expectativas.


E quando eu falo em expectativa, não estou necessariamente falando em salários melhores, mas em benefícios de uma forma mais ampla, incluindo os de caráter puramente comportamental.


O LinkedIn é um celeiro de profissionais de TI, tanto os que estão buscando uma nova colocação, como os que já estão empregados. Nesse último caso, a rede social corporativa costuma funcionar como um portfólio, o que facilita bastante as coisas na hora do processo de hunting.

E por falar em portfólio, muitas vezes os melhores talentos, principalmente quando falamos na necessidade do preenchimento de uma vaga muito específica, com exigências pesadas de hard skills, estão empregados, e um olhar clínico, que só vem com a experiência, pode fazer toda a diferença.


Agora, se você é um profissional de TI ou está construindo uma carreira futura, saiba que deve estar atento ao que eu falei nos parágrafos anteriores. Isso não significa que você não deve ter comprometimento com seus empregadores, mas que é preciso estar sempre aberto ao inesperado, pois em um mercado tão aquecido como o de tecnologia, sempre pode ter alguém mais disposto a valorizar seus talentos.


Pense nisso.

 

Desenvolva seu time


Essa é uma solução de médio e longo prazo, mas não deixa de ser um investimento que vale a pena.


Se você possui uma empresa de tecnologia ou é gestor de um time da área, aprenda a utilizar o desenvolvimento individual e coletivo de sua equipe como uma ação preventiva. Uma hora ou outra a escassez vai bater em sua porta, e ter um time preparado pode segurar as pontas na hora H.

E se você é um profissional de TI que já está em atuação, aprenda a valorizar as oportunidades de desenvolvimento que aparecem, pois seu crescimento profissional pode depender disso em um futuro próximo.


Continue comigo, pois ainda temos mais três tópicos pela frente.

 

Aposte na Cultura Ágil


Outro elemento de vital importância no mercado de TI é a chamada cultura ágil (agile culture), que tem como base o Manifesto Ágil, lançado por um grupo de eminentes lideranças da tecnologia.


O Manifesto Ágil é composto por 12 princípios e 4 valores que você pode entender em detalhes clicando aqui.


Apostar em uma cultura ágil significa diminuir o tempo gasto em processos e em questões burocráticas sem sentido, além de aumentar a produtividade através de planejamento consistente e execução organizada.


No final das contas, menos é mais deixa de ser apenas um clichê e passa a ser a única realidade possível.

 

Não se apegue à escolarização formal


Isso vale tanto para as empresas e gestores, como para os profissionais e postulantes.


Eu não estou dizendo para você simplesmente rasgar seu diploma ou contratar sem nenhum critério acadêmico.


Eu estou dizendo, isso sim, que hoje há uma infinidade de formas livres, democráticas e acessíveis de se adquirir conhecimento e aprendizagem fora das escolas e universidades, como os apps educacionais (DIO e Duolingo são dois exemplos), lives e masterclass no YouTube e nas redes sociais, blogs como o da Alpha EdTech, plataformas de ensino, tanto pagas quanto gratuitas e mesmo a boa e velha leitura de livros, jornais e revistas especializadas.

Isso significa que em muitos casos o diploma será um elemento com vários concorrentes, pois o verdadeiro aprendizado aconteceu em ambiente informal ou menos formal que a Academia.

 

Aposte no outsourcing


Aqui também cabe reforçar que a informação é válida tanto para empresas e gestores como para os profissionais de TI e estudantes que desejam entrar no mercado tecnológico.


Empresas de outsourcing são prestadoras de serviços que assumem parte do trabalho operacional, incluindo os riscos, de uma empresa que não deseja ter essa responsabilidade em seus centros de custos.


Antes de 2017, a legislação permitia apenas que atividades-meio fossem terceirizadas às outsourcings, ou seja, apenas aquelas atividades que não eram a finalidade da empresa.


Cito um exemplo: bancos precisam de um serviço de atendimento ao cliente, pois além de ser uma estratégia de marketing, o BACEN (Banco Central) tem regras rígidas quanto a isso, principalmente quando estamos falando de cartões de crédito.


Atendimento telefônico não é uma atividade-fim do banco, mas sim uma atividade-meio para atingir determinados fins. Por isso, as instituições bancárias sempre terceirizaram tais atividades aos famosos call centers.

Todavia, no ano de 2017 essa regra mudou, e passou a ser permitida a terceirização também de atividades-fim, ou seja, as empresas podem desde então terceirizar parte da operação do seu core business (o núcleo do seu negócio).


Cito outro exemplo: uma empresa de desenvolvimento de software tem como atividade-fim a produção de software, correto? Desde a nova legislação, essa empresa pode terceirizar parte da operação de desenvolvimento de software.


É lógico que há uma série de regras para isso (clique aqui para ler mais sobre o tema), mas não deixa de ser mais uma oportunidade, tanto para as empresas que querem terceirizar e se livrar da dor de cabeça causada pela escassez de profissionais qualificados, como para os talentos que podem atuar tanto em uma empresa de outsourcing, quanto como prestadores de serviços, seja tendo uma consultoria ou atuando como microempreendedores individuais (MEI).

 

Para finalizar


Espero que você tenha gostado do artigo e que ele possa te inspirar com essas 5 boas alternativas para driblar a escassez de profissionais de TI.


Nos encontramos no próximo artigo. Um abraço!


Davi Valukas - Alpha EdTech


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