• davivalukas

Conheça o universo do Design

Updated: Jun 10

O universo do Design


O universo do Design é bem mais vasto do que parece e tem mais relação com o mundo do TI do que muitas pessoas imaginam.


Segue uma lista com diversas profissões ligadas ao mundo do Design. Em seguida, falaremos um pouco sobre cada uma delas:

  • UX

  • UX Writer

  • UX Researcher

  • UI

  • Product Design

  • Usabilidade

  • Arquitetura da informação

  • Responsividade

  • Design de serviços

  • Human Centered Design

  • Design Comportamental

  • Branding

  • Design de interação

  • Design industrial

Conforme eu adiantei um pouco acima, vamos conhecer cada uma dessas profissões. Segue comigo!


UX


A sigla UX significa user experience (experiência do usuário) e diz respeito a um conceito muito utilizado por empresas que trabalham com produtos digitais.


O criador do conceito, Donald Norman, trabalhava na Apple nos anos 90 e hoje é professor de Ciências Cognitivas na Universidade da Califórnia.


É importante esclarecer que a experiência do usuário sempre vai acontecer, de uma forma ou de outra. Contudo, o profissional de UX é responsável por propiciar a melhor experiência possível para os seus clientes.


Uma plataforma de recrutamento digital, por exemplo, pode empregar conceitos de UX na forma como o candidato envia seu currículo e na usabilidade tanto do candidato quanto do recrutador.


Em suma, o objetivo principal da prática de UX é o de fidelizar os clientes através de uma experiência inesquecível (positivamente falando) dos produtos adquiridos e, consequentemente, garantir um padrão de lucratividade para os negócios.


UX Writer


O UX writer é um profissional que utiliza conceitos de UX, mas ao invés de aplicá-los na interface visual, aplica na escrita. Em outras palavras, trata-se de utilizar as palavras como ferramentas de design.


A existência do UX writer se justifica pelo fato de que, quando nós navegamos em um app ou plataforma, não interagimos apenas com os elementos visuais, mas também com os elementos textuais.


Dessa maneira, o UX writer pretende otimizar a experiência do usuário com esses textos, de modo que a usabilidade seja melhorada através deles.


UX Researcher


Já o UX researcher é o profissional que atua com UX research (investigação do usuário), que é a atividade que dá embasamento para as práticas de UX e UX writing. Em outras palavras, o UX researcher é o profissional responsável por dar insumos para os outros profissionais de UX atuarem.


O que isso significa?


A experiência do usuário nem sempre é tão simples de ser mapeada. Como eu posso saber se determinado botão ou caixa de texto não está funcionando adequadamente? Como identificar uma insatisfação dos meus usuários? Certamente, esperar pelo churn não é a melhor opção.


É aí que o UX researcher entra em ação. Aqui, entram juntos alguns conceitos de estatística e pesquisa, como as metodologias quantitativas e qualitativas, que vão embasar o trabalho desse profissional.


Continue comigo, pois ainda estamos no começo da nossa viagem pelo universo do Design!


UI


A sigla UI significa User Interface e diz respeito ao profissional responsável por entender como é a interação entre o usuário e a aplicação.


Imagine que o cliente de um e-commerce não finaliza uma compra porque não está encontrando determinadas informações para finalizar seu cadastro. Isso seria catastrófico para os negócios, não é mesmo?


É o profissional de UI que vai resolver esse tipo de problema.


E se você está pensando que UI e UX são a mesma coisa, não se confunda. Ambos são conceitos complementares, pois enquanto o UX provê o produto digital com uma boa base para o usuário ter a melhor experiência possível, o UI pega essas informações e proporciona a esse usuário as condições visuais necessárias para que ele tenha de fato uma boa experiência.


Product Design


Em tradução literal, product design significa desenho do produto, e o profissional que atua nessa área é chamado de Product Designer.


Essa área não surgiu com a digitalização, e antes era chamada no Brasil de Desenho Industrial (ou Design Industrial posteriormente).


A ideia de um profissional que desenha os produtos industriais, como um artista responsável por criar peças que não sejam apenas funcionais, mas também esteticamente agradáveis, remonta à Revolução Industrial. Para você ter uma ideia, o primeiro designer industrial a fazer relativo sucesso foi Michael Thonet, que nasceu no final do século XVIII e era um produtor de móveis e máquinas industriais.


Para obter sucesso, um product designer precisa seguir uma série de cinco etapas, que são as seguintes:

  • Entendimento

  • Ideação

  • Definição

  • Prototipação

  • Validação

Entendimento: para quem o produto será desenhado? Qual será a finalidade dele? Nesse momento o product designer precisa “entrar na mente” do cliente final para entregar-lhe o produto não apenas dentro de suas expectativas, mas acima delas!


Além disso, esse é o momento em que a persona, ou seja, o “cliente ideal”, deve ser definida.


Ideação: com a persona e suas dores bem definidas na primeira etapa, chegou o momento de levantar hipóteses, o famoso brainstorming (tempestade cerebral), que é aquele momento em que todas as ideias, por mais estapafúrdias que possam parecer, são colocadas na mesa.


Definição: nesse momento, é hora de usar a peneira e selecionar as melhores ideias apresentadas no brainstorming.


Prototipação: nesse momento, o product designer vai criar um protótipo, o primeiro modelo do produto que já está saindo do papel.


Validação: nesse momento, o protótipo deve ser validado ou rejeitado. Caso seja rejeitado, volta-se à etapa anterior e cria-se um novo protótipo, até a validação final.


Note que as cinco etapas seguem uma lógica que vai do abstrato ao concreto, da pura ideia à total realização prática.


Usabilidade: trata-se de um campo de estudos que visa a melhoria contínua do uso de ferramentas tecnológicas, como apps e plataformas.


Esse campo de estudos tem uma correlação direta com os campos de UI, UX e UX writer, pois todos têm o mesmo objetivo, no final das contas.


Para você entender melhor o conceito, podemos resumir o termo usabilidade como “o nível de facilidade que o usuário tem para utilizar determinada ferramenta tecnológica”. Trocando em miúdos, usabilidade diz respeito à forma como o ser humano interage com a máquina.


Nesse sentido, simplicidade e praticidade são dois elementos fundamentais quando se trata de usabilidade.


A usabilidade está diretamente ligada a todos os elementos com que o usuário tem contato durante sua experiência de uso, desde o tamanho dos botões até a cor do texto.

Arquitetura da informação


Este é um conceito que está dentro da ideia de UX (user experience) e diz respeito à organização das informações em uma determinada ferramenta tecnológica.


Podemos dizer também que a arquitetura da informação é uma forma de organizar as informações (tanto visuais quanto textuais) com o intuito de facilitar a vida do usuário.


A arquitetura da informação é um conceito de vital importância quando falamos em transformação digital, pois com a democratização do acesso à tecnologia, maior é a necessidade de se oferecer uma boa experiência de navegação, no sentido de permitir que o usuário pratique a cultura ágil, pilar fundamental dentro da lógica da digitalização.


Responsividade


Também chamada de design responsivo, a responsividade diz respeito à experiência do usuário em aparelhos móveis, os smartphones.


Não é possível falarmos em responsividade sem falarmos no conceito de mobile first. O que significa isso?


Mobile first é o desenvolvimento de produtos digitais focados em uma experiência primária em aparelhos mobile, ou seja, em celulares smartphones.


Isso se dá por um motivo simples: segundo pesquisa da We Are Social, 89% da população brasileira acessa a internet pelo celular. Isso ocorre por uma série de fatores. Vamos elencar alguns:

  • Mobilidade (leve a internet no bolso)

  • Preço dos aparelhos cada vez mais acessível

  • Facilidade de uso (muitas pessoas têm dificuldade com desktops e laptops)

  • Internet 4G mais acessível que banda larga

Em outras palavras, a democratização do acesso à internet chegou com mais força através dos aparelhos móveis, sendo uma realidade ainda restrita quando falamos em PCs.


Ainda não acabou. Continue até o final para entender melhor o universo do Design!


Design de serviços


Trata-se de um conceito que procura linkar a experiência do usuário com o aperfeiçoamento dos serviços prestados por uma empresa.


Em última instância, o design de serviços visa os seguintes melhoramentos:

  • Aumento da competitividade

  • Otimização de processos

  • Maior engajamento dos colaboradores

  • Aumento da receita

  • Atração e fidelização do público

  • Desenvolvimento de uma cultura organizacional inovadora

É importante salientar que o design de serviços também é aplicado quando falamos em produtos. Isso ocorre porque quando focamos em produtos, estamos falando em eficiência em detrimento da qualidade, mas quando falamos em serviços, estamos focando na experiência do cliente.


Resumindo, toda venda é uma prestação de serviços.


Human Centered Design


Também chamado de HCD, o human centered design é uma estrutura de design focada nos desejos e necessidades do usuário final e sua implementação também funciona como um complemento ou extensão do UX.


Esse conceito, como o nome já diz, consiste em pensar sempre no ser humano, e não apenas na programação das aplicações em si. A priori isso pode parecer contraditório, mas é a forma ideal de se utilizar a tecnologia como ela foi concebida para ser utilizada, ou seja, como uma forma de simplificar, e não complexificar, a vida do ser humano.


Conheça os princípios do HCD:

  • Melhoria da experiência e da produtividade do usuário

  • Criação de aplicações intuitivas e de vantagens competitivas

  • Foco na sustentabilidade e no desenvolvimento do produto

Como você deve ter notado, o HCD influencia positivamente o trabalho de todos os profissionais anteriormente citados dentro do guarda-chuvas de Design.

Design Comportamental


Design comportamental é a técnica que planeja as ações que o usuário vai tomar com base em um passo a passo definido pelo designer.


Não se trata simplesmente de manipular ou controlar o usuário, mas de guiá-lo utilizando-se de uma motivação, de habilidades e gatilhos. Isso faz com que a pessoa tome determinadas ações previstas pelo designer de comportamento.


O design comportamental, por sua vez, gerou uma linha de estudos chamada de captologia, que vem da sigla CAPT, que em português designa computadores como tecnologias persuasivas.


De acordo com o designer comportamental BJ Fogg, as pessoas são guiadas pela reciprocidade e pelas necessidades sociais, o que torna o design comportamental algo possível.


Branding


Branding, também chamado de Branding Management, é a área que realiza a gestão de uma marca.


Mas o que significa gerir uma marca?


Com o advento das redes sociais e das mídias digitais, mudou-se completamente a forma das marcas se relacionarem com seus clientes e admiradores. O Branding começa a fazer sentido a partir dessa constatação.


Nesse momento, é importante lembrar que uma marca é muito mais que o nome de uma empresa ou seu logotipo. Nesse sentido, gestão da marca significa criar estratégias para despertar sensações e emoções nas pessoas, além de criar conexões que potencializam decisões de compra.


Entre outras coisas, um bom Branding possibilita o aumento da confiança da marca em relação ao público-alvo, dando a ela mais valor agregado, o que traz uma fidelização maior. Além disso, o Branding gera uma presença maior da marca na mente do consumidor, o que facilita seu processo de decisão.


Design de interação


Design de Interação é a área de TI que estuda, planeja e aplica pontos de interatividade entre sistemas digitais e físicos. Trocando em miúdos, é uma forma de otimizar a interação entre o usuário e um produto digital.


Nesse sentido, essa área faz parte tanto da tecnologia quanto do design. Isso porque o design de interação faz com que as pessoas tenham um contato simples, intuitivo e objetivo com os produtos digitais.


Sendo assim, podemos dizer que o Design de Interação tem ligação direta com as áreas de UX citadas no começo desta seção, sendo uma espécie de complemento.


Veja agora alguns tópicos importantes do Design de Interação:

  • Legibilidade

  • Usabilidade

  • Funcionalidade

  • Programação

  • Beleza

Repare que o Design de Interação visa unir o que é funcional ao que é esteticamente agradável, ou seja, fazer com que os produtos digitais sejam pragmáticos sem perder a importância visual.


Já estamos terminando nossa viagem pelo universo do Design. Continue comigo até o final!


Design Industrial


Design Industrial é uma área dentro do design que tem ampla aplicação, sempre ligada à criação e desenvolvimento de soluções.


O designer industrial atua com desenhos, projetos e croquis de produtos finais, tanto inéditos quanto em aprimoramento.


Dentre outras funções, o design industrial visa deixar os produtos mais atraentes do ponto de vista estético, o que já foi citado no tópico anterior.


Além disso, o design industrial prioriza a ergonomia, ou seja, a contínua adaptação da usabilidade, visando trazer mais conforto e adaptação ao usuário.


Apesar de estar em franco crescimento por conta da transformação digital, o designer industrial também é muito procurado por marcenarias e escritórios de arquitetura.


Em suma, o design industrial pode ser resumido em duas palavras: produtos inteligentes.


Para encerrar


E aí, gostou de conhecer o universo do Design? Esse artigo, apesar de ter ficado um pouco extenso, é apenas uma introdução ao tema. Ao longo do texto eu deixei vários links que podem complementar seu conhecimento sobre o assunto.


Até o próximo artigo!


Davi Valukas - Alpha EdTech


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