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Como funcionam os processos seletivos das Startups

Updated: May 16

“A necessidade é a mãe da inovação.” Platão


Processos seletivos são a porta de entrada de qualquer empresa. Porém, os processos tradicionalmente empregados nas empresas, por conta de alguns vícios recorrentes, acabaram por se transformar em temas de memes e piadas.


Entrevistas maçantes, dinâmicas de grupo absurdamente nonsense, formulários intermináveis. A lista não para por aqui, mas vou me ater a esses três itens.


Pensando nisso, eu preparei um artigo sobre os processos seletivos nas startups, empresas conhecidas pela inovação?


Será que as startups também sofrem com os mesmos problemas em seus processos seletivos? Continue a leitura para conferir.

 

O que é uma startup


Antes de falarmos sobre os processos seletivos das startups e como eles funcionam, é importante saber o que é uma startup.


Segundo artigo do Sebrae que pode ser lido na íntegra aqui, as startups surgiram no final da década de 1990 como sinônimo de um grupo de pessoas com uma ideia diferente porém com a capacidade de se tornar escalável.


Quando se fala em startup, vem logo à mente um grupo de jovens nerds ambiciosos que estão começando uma empresa na garagem da casa dos pais de um deles.


Podemos dizer que uma startup geralmente está ligada a algum tipo de inovação tecnológica e tem custos operacionais relativamente baixos.


“Uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.” SEBRAE


Se você sonha em trabalhar em uma startup, leia esse texto até o final para entender como funcionam os processos seletivos desse tipo de empresa.



 

Tecnologia nos processos seletivos


Agora que você já entendeu o que é uma startup, compreende que tecnologia e startup são praticamente sinônimos.


Naturalmente, é esperado que as startups utilizem ferramentas tecnológicas em seus processos seletivos, trazendo agilidade, assertividade e desburocratização a eles.


Para tornar isso uma realidade, existem as HR Techs, que são as startups do nicho de Recursos Humanos e Recrutamento & Seleção. As HR Techs buscam desenvolver tecnologias que digitalizem os processos seletivos de ponta a ponta, desde a publicação da vaga até a contratação do candidato.


A Recrutei, HR Tech de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, desenvolveu uma plataforma que inclui avaliação comportamental, avaliação por competências, geração de relatórios gerenciais automáticos e até um chatbot que inscreve o candidato pelo whatsapp através de um diálogo simples e rápido, ferramenta pioneira na América Latina. Clique aqui para conhecer mais a respeito.


Como você pôde perceber, a ideia de renovação e inovação nos processos seletivos das startups começa com a chamada transformação digital. Portanto, o primeiro passo que diferencia os processos das startups dos processos tradicionais do mercado é o uso da tecnologia.


Mas não para por aí. Continue a leitura para entender como funcionam os processos seletivos das startups.


Gestão dos processos seletivos


O simples emprego da tecnologia de forma isolada, sem que haja uma efetiva mudança de mentalidade, não é capaz de transformar os processos seletivos em experiências de aprendizado, inovação e criatividade.


Por conta disso, muitas startups têm empregado novas ideias nos seus processos seletivos.

Começando pela atração de talentos, a forma de atrair candidatos qualificados para o fluxo do processo seletivo abre mão dos anúncios tradicionais de vagas e aposta em técnicas como a utilização das redes sociais, sobretudo o LinkedIn, anúncios em espaços dedicados a profissionais de TI, com uma chance de engajamento muito maior que os canais comuns, e parcerias com universidades e centros educacionais comprometidos com a inserção dos jovens no mercado de trabalho, como o CIEE (Centro de Integração Escola-Empresa).


A triagem de currículos sempre foi uma das etapas mais demoradas em um processo seletivo, o que impactava o SLA de todo o processo. Para focar no que realmente importa, as startups apostam em um processo de triagem totalmente automatizado e ágil.


Aqui, as plataformas desenvolvidas pelas HR Techs, citadas no tópico anterior, fornecem funcionalidades que suprem integralmente essa demanda.


Por fim, a gestão dos processos seletivos em startups costuma ter uma dinâmica mais interessante, não sofrendo o engessamento que os processos tradicionais sofrem. Feedbacks mais rápidos (muitas empresas tradicionais sequer dão retorno aos candidatos reprovados), comunicação horizontalizada e sem burocracia (o uso de ferramentas como Whatsapp não é incomum) e etapas que realmente fazem sentido para o candidato estão entre as práticas mais difundidas entre as startups.

 

Processos inovadores


A ideia de trabalho remoto passou a ser uma ideia corrente após o início da pandemia, assim como o recrutamento remoto. Mas as startups já apostavam nesse modelo bem antes da chegada da COVID-19.


Por mais que estejam à distância, candidato e gestor podem ter uma conversa e estabelecer um relacionamento bem mais efetivo. Startups são empresas que valorizam os talentos individuais e a criatividade, e isso reflete na forma como os processos seletivos são conduzidos.


Startups trabalham muito com o conceito de matching, que estabelece o nível de aderência de um candidato a uma determinada vaga.


Outro conceito importante é o do Talent Acquisition (clique aqui para ler gratuitamente o e-book Guia do Talent Acquisition), que é o desenvolvimento de uma relação duradoura com os talentos do mercado, mesmo que o objetivo de contratação não esteja estabelecido em curto prazo. Ao aparecer uma oportunidade em que haja o matching, o candidato está tão engajado que as chances de ser contratado são altíssimas.


Em suma, as startups são empresas inovadoras, desburocratizadas e que valorizam o talento individual, e isso evidentemente reflete em seus processos seletivos.


Gostou do texto? Em breve estaremos juntos novamente.


Um abraço!


Davi Valukas - Alpha EdTech


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